Comércio lotado, ausência de barreiras sanitárias e familiares de infectados não testados; governo Elinaldo fecha os olhos para pandemia - Jornal Camaçari - Pra quem quer mais!

sábado, 30 de maio de 2020

Comércio lotado, ausência de barreiras sanitárias e familiares de infectados não testados; governo Elinaldo fecha os olhos para pandemia



A cidade parou. Parou na falta de compromisso e seriedade ao lidar com uma doença grave e que vem trazendo diversos problemas no mundo inteiro. A ausência do poder público, comandado pelo prefeito Antônio Elinaldo (DEM), demanda uma cidade insegura e cansada de gritar aos quatro cantos sobre a falta de capacidade da gestão em resolver as questões relacionadas ao coronavírus.

Decretos e mais decretos de gaveta, falta de fiscalização no centro da cidade, fotos de aglomerações de pessoas e comerciantes desrespeitando o isolamento e a suspensão das atividades. Não precisa ser um expert em semiótica para perceber que o governo, simplesmente, lavou as mãos, pensando em agradar "gregos" e "troianos", para evitar qualquer perda nas próximas eleições. 
A impressão que se tem é a seguinte: eu declaro o fechamento dos estabelecimentos, mas deixo tudo funcionar ao léu, camuflando para quem está preocupado com a subida dos casos e não desagrado a quem é indiferente à situação. 

O desrespeito e a falta de ação do prefeito Elinaldo (DEM) com a população camaçariense é típico da velha política. A política do "finjo que faço e vocês fingem que está tudo certo". Porém, essa prática ultrapassada não vem dando muito certo, pois a população tem cobrado mudanças, frequentemente,  por meio das redes sociais, externando sua insatisfação com esta situação. 
No último mês, o comandante da cidade havia tomado um "chá de sumiço", provavelmente, respeitando o isolamento que ele mesmo não ajuda a avançar.

A cidade que já possui 226 casos diagnosticados, de acordo o boletim epidemiológico da última sexta-feira (29/05), não possui nenhuma barreira sanitária. Além disso, como uma cortina de fumaça, também prática da velha política, o democrata decretou um toque de recolher que ocorre a partir das 20h, fechando os olhos para o centro da cidade que, mais uma vez, amanheceu lotado neste sábado (30/05). Momentos difíceis requerem determinações fortes, mas para Elinaldo, 10 óbitos em uma cidade populacionalmente pequena como Camaçari, que ainda não testou nem 500 pessoas, não é passiva de preocupação.

Menos de 500 testados, 10 mil testes comprados, no valor de R$ 1.500,000,00 (Um milhão e quinhentos mil reais). O que ocorre com Camaçari? Infelizmente, a população não é como os vereadores, onde um infectado na casa, com seus altos salários, todos eles tiveram a possibilidade de serem testados num estalar de dedos. O Jornal Camaçari foi procurado diversas vezes por pessoas que tiveram  casos de contaminação e óbitos pelo  coronavírus registrados na família,  porém nenhum deles  sequer foram testados. 
O que difere os vereadores de quem paga os seus altos salários e custos ao erário?

Uma triste realidade, difícil de engolir. Mas serve para que não esqueçamos que o povo não é prioridade nesta gestão.